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Eu treino e não tenho resultados. O que há de errado?

Você utiliza os músculos corretos para fazer cada movimento no seu treino?

Olha aí uma queixa bem comum: “eu treino, treino, treino e não consigo evoluir! Meus músculos não ficam fortes, minha perna e bumbum estão sempre moles e eu sinto que não estou evoluindo, e olha que eu treino hein! Além disso, meus joelhos e minha coluna estão começando a doer e agora vou ter que diminuir a intensidade. Como vou ficar forte assim?”

Eu ouço isso toda semana, e sempre pergunto: “você está fazendo o recrutamento muscular adequado?”. A resposta é sempre NÃO, não sinto meus músculos trabalharem, mesmo com cargas mais elevadas. Sinto apenas o quadríceps, as costas e o trapézio… pra agachar, fazer afundo, deadlift, stiff, subir escadas, correr, pedalar, sentar-se e levantar-se… pra lavar louças, estender a roupa no varal… ou mesmo nas aulas de Pilates!

Sabe o que isso quer dizer? Você precisa elaborar melhor a sua estratégia motora pra que ela seja eficiente e te proteja de lesões. Mas como? Antes vamos entender porque isso acontece.

O seu corpo vai sempre dar um jeito de mandar a barra pra cima, ou de levantar o peso, ou de subir as escadas. Pode não ser do melhor jeito, nem do mais saudável, eficiente, mas ele vai dar um jeito e independente de quem sejam os músculos atuantes, a tarefa será cumprida. O segredo é ‘como’ fazer, com quais músculos fazer, com que intensidade de força fazer.

Quando o seu treino ainda não tem uma intensidade/carga elevados, pode ser que estes movimentos mal feitos não te machuquem, mas também não terão eficiência alguma. Posso apostar nisso. E se eles forem mal feitos com uma carga elevada, além de não serem eficientes poderão te machucar. Também posso apostar nisso. Os 2 cenários não favorecem o ganho de resultados. E resultado é tudo o que você quer quando inicia uma prática de atividade física.

Então, você deve se concentrar em obter informações a respeito do seu corpo e sobre a execução dos exercícios. A ajuda de um profissional competente é essencial para te orientar nessas descobertas, e quando você aprender nunca mais vai esquecer, pois seu corpo entenderá a estratégia motora eficiente como o melhor modo para executar o movimento ou a tarefa que você se propôs.

Muitos mitos e tabus a respeito do movimento devem ser quebrados nesta etapa. Você precisa mudar seus paradigmas a respeito do ‘não pode’ agachar, saltar, correr, pegar peso, inclinar a coluna, do ‘repouso’ para curar a dor (vamos combinar que SE repouso resolvesse algo os sedentários não teriam dor!! E eles tem muitas!)… continuando, precisamos repensar a escolha das atividades aquáticas como sendo sempre muito seguras, da busca pela postura ideal, da desculpa de que você está com dor nas costas por causa do seu peso (gordura corporal em excesso faz mal, mas será que ela é a real causa da dor? Se fosse os magrinhos não teriam! … e muitas outras limitações impostas sem nenhum fundamento, por profissionais que não entendem nada sobre o movimento humano.

Cuidar da evolução da carga também é essencial. Não tem sentido elevar a carga se você ainda não consegue realizar o movimento com carga baixa sem qualidade, ou sentindo desconforto, ou mesmo não sentindo que está utilizando os músculos devidamente. Concorda comigo?

Por esse motivo é importante não confiar apenas na “estética” do movimento. Você pode facilmente ‘enganar’ o Instrutor desavisado e se enganar. Lembre-se que seu corpo vai dar um jeito de realizar o movimento, independente da qualidade na execução! Respeitar a ciência por trás de cada gesto é o que diferencia um treino de um BOM treino, um resultado medíocre, DO resultado…

Então, cada músculo tem que exercer o seu papel. E embora não seja o seu papel saber de anatomia e nem biomecânica (o seu professor deve ter tudo isso na ponta da língua!), eu sugiro que você se informe, para o seu bem e para a sua saúde; pra que você consiga se defender caso haja algum orientação errada. Temos que ser realistas, isso acontece!

Ficar forte DE VERDADE, é o primeiro passo pra garantir que você se livre de dores e lesões.

Um professor experiente e que tem conhecimentos sobre biomecânica e fisiologia tem o PODER de fazer milagres no seu treino, através de um pequeno ajuste, uma voz de comando adequada, uma mudança na amplitude de movimento ou mesmo na carga (às vezes pra menos) pode tornar o exercício realmente eficiente. É papel dos PROFISSIONAIS induzir você realizar a melhor estratégia motora.

TEM QUE TER EMPENHO do profissional em fazer o diagnóstico funcional e definir a melhor estratégia para VOCÊ, e da sua parte em se concentrar no seu corpo para conhecê-lo melhor e aproveitar todo o seu potencial.

Agora eu aposto que você quer saber exatamente quais músculos você deve usar pra cada atividade, certo?

Então, see você quer saber mais sobre este e outros assuntos relacionados assista nossos vídeos no Instagram, Facebook e You Tube.

Então, vamos ao trabalho! Garanto que será recompensador aperfeiçoar o seu treino.

Seja forte!

Um abraço, bem forte, rsrs

Tatiana Capoani

Ganhe força e resistência no pilates

Saiu na Revista Runner’s do mês de junho, a matéria da fisioterapeuta Tatiana Capoani, sobre os benefícios do pilates para corredores. Para quem não teve a chance de ler, disponibilizamos para vocês aqui o texto na íntegra!

“O método é um grande aliado para quem quer melhorar a performance e evitar lesões”

Para correr bem, não basta calçar um par de tênis e sair correndo por aí. Além de seguir os treinos à risca, há ótimos aliados para melhorar a sua performance ou para você se cansar e até se machucar menos. O pilates é um deles.

Muitos corredores aderiram ao método, criado pelo alemão Joseph Pilates na década de 1920, por que perceberam que estabelecer estratégias motoras adequadas é um ótimo caminho para o sucesso nas pistas. O pilates atende desde corredores lesionados até atletas de alto nível, passando por quem anda com dificuldades para decolar na planilha de treinos. As aulas podem ser tranquilas, ou muito intensas, depende dos objetivos e das necessidades de cada corredor. Depois das primeiras aulas, já é possível perceber mudanças na dinâmica da corida e passar a usar músculos que até então não eram solicitados, como os glúteos. E isso faz toda diferença!

Os exercícios de pilates envolvem o corpo todo, assim como a corrida, que é uma sequência de saltos em que você precisa se impulsionar repetidamente para frente e para cima, contra a gravidade, por muitos quilômetros. Para isso, além de pernas fortes, é preciso ter costas, abdominais e pélvis fortes e flexíveis no ponto certo.

Pense que seus músculos formam um time de vôlei – se apenas um jogador pegar todas as bolas, ele vai se cansar demais e pode acabar se machucando e perdendo o jogo. É preciso um trabalho em equipe afinado para fazer pontos. Assim funciona o nosso corpo, cada músculo tem que executar seu papel de modo correto, para você correr mais e melhor. O problema é que a maioria dos corredores utiliza poucos músculos para executar todas as fases da corrida e, consequentemente, convive com dores e lesões, tendo um desempenho ruim. O pilates faz o cérebro acordar esses músculos e usá-los de modo mais eficiente. Você otimiza a energia, diminui a chance de sofrer lesões e tem mais prazer a cada passada.

Muitos corredores procuram as aulas quando já estão lesionados. E o pilates pode de fato ser um ótimo tratamento. Mas ele também é prevenção. A força e a estabilidade que o método garante aos músculos do centro do corpo (core) – abdominais, dorsais e glúteos – são vitais para a sustentação da coluna e a coordenação durante a corrida. Quando forte, o core garante apoio para o diafragma se expandir e da um bom upgrade na oxigenação e na resistência, além de melhorar a postura e aliviar a sobrecarga articular. O “pulo do gato” é que o pilates trabalha todos esses músculos ao mesmo tempo e em todos os exercícios.

Preparar o corpo para correr bem é tão importante quanto cumprir os treinos da sua planilha. Não deixe para amanhã o pilates que você pode começar hoje.